Política 2.0: os aplicativos que ajudam o eleitor a escolher o candidato e a cobrá-lo depois

O professor universitário Leonardo Secchi promete dividir sua cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina com 1.000 pessoas caso venha a ser eleito em outubro. Cerca de 500 eleitores já se envolveram no projeto de CoDeputado apresentado como plataforma de campanha pelo pré-candidato do PSB. “É como uma participação acionária no mandato”, resume Secchi, que estabeleceu sete princípios básicos para a participação e, baseado neles, excluiu da plataforma dois colaboradores que defenderam em suas redes sociais uma intervenção militar durante a paralisação dos caminhoneiros. O modelo de mandato compartilhado por aplicativo vem sendo testado desde 2017 por pelo menos cinco vereadores de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina e é apenas uma demonstração de como a tecnologia vem influenciando a política no Brasil.